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do Primeiro Seminário dos Comitês
notícia
Nos dias 20 e 21 de julho do corrente ano, o Conselho Nacional
da Reserva da Biosfera da Caatinga (CNRBCAA) promoveu o Primeiro
Seminário de Planejamento para os Comitês Estaduais
da Reserva da Biosfera da Caatinga no hotel Vila Rica na cidade
de Recife – PE. O evento teve como objetivos atualizar a área
da Reserva da Biosfera da Caatinga (RBCAA) e nivelar a metodologia
de atuação das instâncias da gestão da
RBCAA em nível estadual, subordinados ao CNRBCA, os Comitês
Estaduais da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA).
O encontro contou com representantes de oito estados nordestinos
– Bahia, Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio
Grande do Norte, Ceará e Piauí - mais um representante
do estado de Minas Gerais, todos com presença do bioma em
seus territórios.
Houve, também, a participação da secretária
executiva do Comitê Estadual da Reserva da Biosfera da Mata
Atlântica (CERBMA) do Rio Grande do Sul, Isabel Chiappetti,
que apresentou uma palestra sobre a forma estrutural e as ações
desse comitê. Em seqüência, os pesquisadores responsáveis
pelo projeto de delimitação da área da RBCAA,
a secretária executivas do CERBMA de Pernambuco, Maria das
Dores Melo, o biólogo Oswaldo Lira e a gerente de meio ambiente
da secretaria do Estado de Pernambuco Terezinha Uchoa, discutiram
a forma como foi realizada essa delimitação.
No fim do evento, os estados saíram com uma proposta de Plano
de Ação para 2006/2007, já com metas para o
fim do ano. Segundo o secretário executivo do CNRBCAA, Roberto
Gilson Campos, os comitês terão até dezembro
para retornarem com os planos adequados a suas realidades e os estados
de Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte e Minas Gerais a
implantarem os seus comitês.
Conselho Promoverá
Seminário para Comitês Estaduais
notícia
O bioma Caatinga abrange todos os estados do Nordeste brasileiro
e o norte do estado de Minas Gerais. Ocupa, aproximadamente, 1.037.000
km² que equivale a 70 % do Nordeste e 12 % do território
nacional. Esse ecossistema é ocupado por 63% da população
nordestina e 12% da brasileira.
A situação socioambiental da Caatinga é complexa.
A maioria de sua população é rural, pobre,
dedicada à agricultura e pecuária de subsistência
e ao extrativismo de lenha - para venda a olarias e padarias e produção
de carvão – e a extração de varas, estacas
e mourão para construção de cercas e afins.
Essas ações são realizadas sem técnicas
de sustentabilidade devido à carência de assistência
de técnicos agrários, assim não são
sustentáveis produzindo a degradação ambiental
que pode culminar no processo de desertificação.
Considerando a importância da preservação e
da conservação desse bioma, o Conselho Nacional da
Reserva da Biosfera da Caatinga (CNRBCAA) tem incentivado e apoiado
as iniciativas dos estados, que fazem parte da reserva, na formação
dos Comitês Estaduais da Reserva da Biosfera da Caatinga (CERBCAA).
Esses comitês são instâncias da gestão
da Reserva da Biosfera da Caatinga (RBCAA) em nível estadual,
subordinados ao CNRBCAA responsáveis pelo desenvolvimento
da implantação da reserva.
Visando o nivelamento metodológico da atuação
dos comitês, a atualização da área da
RBCAA e a definição do plano de ação
2006/2007, além de incentivar os estados de Alagoas, Paraíba,
Rio Grande do Norte e Minas Gerais a formarem seus comitês,
o CNRBCAA estará promovendo o evento intitulado ‘Seminário:
Planejamento para os Comitês Estaduais da Reserva da Biosfera
da Caatinga’ nos dias 20 e 21 de julho do corrente ano, na
cidade de Recife – PE.
Agrishow
clipping
Numa região em que a agricultura irrigada cresce a olhos
vistos, é no pequeno produtor, aquele que não dispõe
de recursos para investir em tecnologia de ponta, que algumas iniciativas
miram suas atenções. O objetivo primordial desses
investimentos é capacitar estes agricultores para que eles
possam desenvolver culturas de subsistência e, num futuro
próximo, figurem como consumidores em potencial desses equipamentos,
se tornando agentes de desenvolvimento regional. "Esta região
é economicamente muito viável. Só precisamos
mostrar meios eficientes de geração de trabalho para
que esse produtor continue no campo", define o engenheiro paulista
Newton Araújo, que se prepara para embarcar para Petrolina,
onde coordena a realização do primeiro Agrishow do
Semi-Árido, entre os dias 11 e 15 de julho, na Embrapa Serviços
de Negócios Tecnológicos, a 40 quilômetros de
Petrolina.
Segundo Araújo, a realização do Agrishow em
Pernambuco é uma reivindicação antiga do governo
estadual e do próprio presidente Lula. A expectativa é
de que, durante os dias do evento, sejam recebidos quase 60 mil
agricultores de cidades circunvizinhas. "Temos caravanas que
vêm de uma distância de 700 quilômetros",
revela. O coordenador diz que uma das etapas que deu mais trabalho
foi a elaboração da logística para conseguir
patrocínios para custear a vinda desses agricultores para
a feira, mas afirma que a recompensa veio com a receptividade do
público. "É a primeira vez que o evento acontece
em Pernambuco e também a primeira vez que não será
cobrado ingresso", esclarece.
Nesta edição, voltada quase que exclusivamente aos
pequenos produtores, o transporte e a alimentação
serão custeados pelas parcerias formadas junto a entidades
como o Banco do Nordeste e Brasil. Foram contratados cerca de 100
ônibus que vão buscar e deixar os agricultores em suas
comunidades de origem. A feira, realizada pela Associação
Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos
(Abimaq), com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária
e Abastecimento (Mapa) e do Governo do Estado de Pernambuco, será
montada em uma área total de 52 hectares e apresentará
aos produtores tecnologias pesquisadas por mais de 10 unidades da
Embrapa em cooperação com outras instituições
de pesquisa. O mais interessante disso tudo é que essas ferramentas
serão apresentadas no próprio campo, com plantas já
crescidas e sob o manejo de diversas técnicas. "Foram
instalados 40 plots (pequenas áreas de mil a dois mil metros)
em mais de 22 hectares para demonstrações práticas
numa área que é cercada pela caatinga", diz o
coordenador.
Dessa forma, o pequeno agricultor poderá observar na prática
como alavancar a sua produção. No evento ainda serão
oferecidos cursos, exposições e demonstrações
de campo, como elaboração de queijo de cabra, criação
de galinhas, peixes e avestruzes e alternativas de convívio
com a seca, como a construção de barragens subterrâneas
e dessalinizadores. Ainda serão apresentados 40 tipos de
culturas diferentes com características próprias para
se desenvolver em áreas secas e de caatinga, como no Semi-Árido.
ENERGIA - Uma das novidades que serão apresentadas durante
a Agrishow é a mini-usina de biodiesel. Esta é a primeira
vez que uma unidade de craqueamento de óleos vegetais é
apresentada no Nordeste. O equipamento tem a capacidade de produção
diária de 500 litros do combustível e utiliza a mamona
produzida na própria região. A demonstração
é fruto de uma parceria entre a Embrapa e a Universidade
de Brasília (UNB), que desenvolve o projeto há cinco
anos. (G.B)
Para saber mais:
» Acesse o site do Agrishow Semi-Árido
ALEXANDRINA
SOBREIRA É A NOVA PRESIDENTE DA REDE BRASILEIRA DE RESERVAS
DA BIOSFERA
notícia
A posse foi no dia 24 de
abril, em reunião da Rede realizada no Congresso Mineiro
de Biodiversidade, em Belo Horizonte
A secretária-executiva
de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco, presidente
da Abema e do Conselho da Reserva da Biosfera da Caatinga, Alexandrina
Sobreira, é a nova presidente da Rede Brasileira de Reservas
da Biosfera, uma articulação que representa no Brasil
o Programa MaB (Man and Biosphere) da Organização
das Nações Unidas para a Educação, Ciência
e Cultura (Unesco). A nova presidente, escolhida pelos presidentes
das sete reservas da biosfera do país, irá substituir
o presidente da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, Clayton
Ferreira Lino, que passou o cargo ontem (24), durante a reunião
da Rede no Congresso Mineiro de Biodiversidade, que acontece de
24 a 28 de abril, na Expominas, em Belo Horizonte. A vice-presidência
ficou com o presidente do Instituto Estadual de Florestas de Minas
Gerais (IEF), Humberto Candeia e Lino continuará na presidência
do Conselho da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica.
Criada em 1995, a Rede Brasileira
é apontada pela Unesco como modelo para outros países
e vem servindo de parâmetro para a criação de
redes na Espanha, na Nicarágua, na Costa Rica, entre outros.
“O Brasil é um dos poucos países que têm
um sistema de gestão coeso, há um colegiado em grande
escala”, afirma o coordenador de Ciências e Meio Ambiente
da Unesco no Brasil, Celso Schenkel, atribuindo à reserva
da Mata Atlântica, a primeira do país, a construção
de um modelo que passou a ser adotado nas demais reservas criadas
depois. Para Alexandrina Sobreira, esse reconhecimento da Unesco
poderá abrir portas, apontar caminhos e promover uma maior
participação junto às reservas.
“Queremos trabalhar
junto ao governo brasileiro que assinou o acordo oficial do país
com o MaB, aprofundando a vinculação do Ministério
do Meio Ambiente (MMA), responsável pela coordenação
da Comissão Brasileira do Programa Homem e a Biosfera (Cobramab)
e a Unesco”, disse a presidente. Reestabelecer o programa
de consolidação das reservas da biosfera (Bramab),
executado entre a Unesco e o MMA e que resultou na aplicação
de mais de R$ 3 milhões pelo Ministério e US$ 500
mil pela Unesco nos últimos dez anos nas reservas brasileiras.
“Nossa expectativa é voltarmos a captar esses recursos
junto com a Rede, como aconteceu com o Bramab”, afirmou Schenkel.
Premiação
À noite, na abertura
oficial do Combio pelo governador de Minas Gerais, Aécio
Neves, o Conselho da Reserva da Biosfera da Caatinga entregou o
I Prêmio Asa Branca, criado para homenagear personalidades
e instituições que promovem a preservação
do bioma caatinga e sua cultura. A estatueta Asa Branca, esculpida
em madeira pelo artesão pernambucano José Paulino,
da cidade sertaneja de Ibimirim, e membro do Conselho, foi entregue
por Alexandrina Sobreira ao também artesão Cícero
Alves dos Santos. Conhecido com Véio, ele criou, a céu
aberto, o Museu do Sertão, localizado na caatinga de Sergipe,
no município de Feira Nova, às margens da BR 206.
O museu é um parque de exposição permanente
da obra do artesão, preocupado em preservar a história
dos “primitivos do Sertão”, como chama seus conterrâneos
de Nossa Senhora da Glória e e da região.
Na categoria Instituições,
o I Prêmio Asa Branca foi concedido ao Centro de Pesquisa
Agropecuária do Trópico Semi-Árido (Embrapa
Semi-Árido), instalado em Petrolina (PE), um dos principais
pólos de irrigação do Nordeste. A instituição
foi eleita pelo Conselho da Caatinga por sua competência técnico-científica
que vem aproveitando o potencial de desenvolvimento das áreas
secas do Nordeste em programas de pesquisa e desenvolvimento integrados
à políticas de geração de emprego e
renda dos governos municipais, estaduais e federal.
Os Conselhos da Reserva da
Biosfera da Mata Atlântica e da Serra do Espinhaço
também entregaram seus prêmios. O Muriqui, da Mata
Atlântica, foi concedido nas categorias Personalidade, ao
secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável
de Minas Gerais, José Carlos Carvalho; Instituições,
ao Conselho da 4ª. Colônia do Rio Grande do Sul e Prêmio
Especial, à Unesco, recebido por Celso Schenkel. Já
o Conselho da Serra do Espinhaço entregou o Prêmio
Sempre Vivas a José Aparecido de Oliveira, ao professor Ângelo
Monteiro Machado e à viúva do ex-presidente francês,
François Miterrand, Danielle Miterrand, que nesta terça-feira,
25, assinou o documento de criação da Associação
Brasileira para o Contrato Mundial da Água.
O governador de Minas, Aécio
Neves, encerrou a solenidade de abertura, fazendo um balanço
das ações do governo estadual na área de meio
ambiente e destacando a importância de não excluir
o desenvolvimento da preservação ambiental. “Já
passou o tempo em que isso era incompatível. Em Minas temos
uma construção inédita no Brasil: aqui reunimos
a sociedade civil, ongs e setor produtivo, e o governo para crescermos
com a preservação do meio ambiente”, afirmou.
O governador destacou o trabalho
do secretário José Carlos Carvalho e prestou uma homenagem
especial do governo do Estado ao professor Célio Murilo de
Carvalho Valle, diretor de Pesca e Biodiversidade do IEF, pelos
trabalhos prestados em prol da conservação da biodiversidade
em Minas Gerais.
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